sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Virtualização Está Na Moda

Virtualizar sistemas operacionais significa particionar recursos de hardware. Esse particionamento é uma excelente solução para empresas que desejam modernizar ou estão em processo de modernização de seus ambientes de TI. A solução de virtualização permite que uma empresa de TI substitua dezenas de máquinas obsoletas e sem contrato de manutenção por apenas uma máquina, mas com capacidade de suprir os recursos de hadware consumidos pelos serviços disponíveis em seu ambiente de TI.

Nesses últimos trinta anos a tecnologia de virtualização de servidores evoluiu. Atualmente é possível misturar sistemas operacionais de arquitetura proprietária com sistemas operacionais de arquitetura aberta. Isto significa instalar em equipamentos que utilizam processadores CISC, o Windows Vista, O Red Hat Enterprise Linux, O Oracle Enterprise Linux. Além de sistemas operacionais de mainframes.

Há dois anos participei do projeto de migração de servidores de banco de dados oracle, instalados em diversas delegacias da então Secretária da Receita Federal, atual Receita Federal do Brasil. O objetivo do projeto era transferir os serviços de bancos de dados instalados em 132 máquinas obsoletas em sem contrato de manutenção para uma máquina mais potente. A solução foi o particionamento de recursos de hardware através de técnicas virtualização de servidores.

A tecnologia de virtualização de servidores é antiga, existe há pelo menos trinta anos. Gigantes da tecnologia de informação como IBM, possuem larga experiência sistemas de gerenciamento de sistemas operacionais. De uns tempos prá cá, diversos fabricantes de software decidiram investir em tecnologia de virtualização de servidores.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A Evolução Do Tambor

Quando pensamos em computadores, quase sempre visualizamos os populares computadores pessoais. Quando falamos em sistemas operacionais, pensamos em Windows, Linux, etc.

Há outros tipos de computadores tão populares quantos os PC. Por exemplos os aparelhos de telefonia celular. Estes são tão computadores quanto aqueles que são chamados de computadores.

Nesses computadores, os sistemas operacionais possuem funções específicas, criadas especialmente para realizar a meia-dúzia de recursos disponíveis naqueles dispositivos.

Acredito que no futuro, os sistemas operacionais desenvolvidos para esses computadores não serão tão específicos, pois a cada dia que passa o telefone está deixando de ser apenas aquela máquina de comunicação inventada por Alexander Graham Bell.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Computadores Sem Sistemas Operacionais

Como seria um computador sem sistema operacional? Isso é possível?

Se os computadores não tivessem sistemas operacionais instalados, seus recursos de hardware seriam os mesmos. Entretanto para que pudessem carregar e executar programas de usuários seria necessário carregar programas de controle de recursos de hardware.

Os computadores não possuem sistemas operacionais instalados quando são fabricados. O sistema operacional é instalado em dispositivo de entrada e saída, os HDD. Também é possível instalar sistemas operacionais em outros dipositivos como: disquetes, pendrives, fitas magnéticas, cartões perfurados.

Há alguns anos, os microcomputadores não tinham sistema operacional instalado em disco rígido, você ligava o equipamento e nada acontecia. Para que nossos programas funcionassem era necessário carregar, ao invés de instalar, o sistema operacional. Depois de carregado o sistema operacional, enfim era possível executar qualquer programa. Desde que fosse carregado também.

Pergunta:
O desempenho de um computador seria melhor, se tivessemos que carregar um sistema operacional especialmente desenvolvido para executar nossa meia-dúzia de programas?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Prazer em Aprender

O Brasil está enfrentando uma crise de mão-de-obra especializada em diversas áreas de conhecimento. Essa crise nada mais é do que um dos impactos do crescimento da economia.

A falta de profissionais especializados é facilmente percebida em áreas como: medicina, engenharia, ciências da computação. Esta última sofre um impacto maior devido a falta de regulamentação.

O Mundo está passando por uma grande revolução do conhecimento. Há excesso de informação, o que causa uma infinidade de possibilidades. Atualmente é possível obter informações sobre qualquer assunto a qualquer momento e em qualquer lugar.

É necessário despertar o prazer em aprender. As instituições de ensino precisam rever seus conceitos, avaliar os atuais métodos de aprendizagem e propor mudanças em função dos recursos oferecidos pela tecnologia de informação.

Entretanto as mudanças já começaram. As instituições de ensino vem tentando adaptar-se a nova realidade, buscando apresentar soluções mais atraentes ao aprendizado, mas isto é apenas o começo. A Era da Informação está apenas começando.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Falando Com Os Dedos

O que é Internetês

O Internetês é uma adequação da Língua Portuguesa para comunicação rápida via Internet, devido a semelhança, sofre preconceitos e é alvo de críticas. O que devemos entender é que ao lançar mão do internetês, o internauta não está necessariamente escrevendo, mas teclando, falando com os dedos.

Cometemos inúmeras falhas não só quando falamos via teclado de computador, mas emitindo sons através da boca ou utilizando expressões corporais. A causa dos diversos erros está no curto espaço de tempo entre o pensar e o falar. Especialistas em Língua e Comunicação costumam perdoar esses erros, pois entendem que é muito difícil pensar e falar simultaneamente.

A técnica de comunicar-se movimentando o corpo ou emitindo sons através da boca, vem aperfeiçoando-se há milhões de anos, entretanto não a dominamos completamente e, conseqüentemente, ainda cometemos inúmeros erros. Falar corretamente com os dedos, via teclado de computador, pode demorar um pouco ou nunca acontecer.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

RISC x CISC

A principal diferença entre processadores que utilizam arquiteturas RISC (Reduced Instruction Set Computer) e os que utilizam arquiteturas CISC (Complex Instruction Set Computer) é que nas arquiteturas RISC é executado um conjunto simples de instruções enquanto nas arquiteturas CISC a cada instrução, podem ser executadas diversas operações de baixo nível, tais como carga a partir da memória, operação aritmética e armazenamento em memória, todas em uma simples instrução.

Um processador baseado em estrutura RISC mantém constante o tamanho da instrução, descarta endereçamento no modo indireto e retém somente aquelas instruções que podem ser sobrepostas e executadas em apenas um ciclo de máquina, ou menos. Um chip RISC processa instruções bem mais rápido que o seu concorrente CISC, além de ter um custo de fabricação menor.

Exemplos de Arquiteturas

RISC
Power, ARM, DEC Alpha, MIPS, HP PA-RISC, SPARC, Intel i960, AMD 29000, Motorola 88000, Altera Nios II.
CISC
System/360, VAX, PDP - 11, família Motorola 68000, Intel x86

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Where To

Alguns taxistas da cidade de São Paulo tem o hábito de perguntar aos seus passageiros recém chegados de outras cidades, se esses tem alguma preferência sobre os diversos caminhos para chegar ao destino desejado. Esses taxistas deveriam utilizar roteadores equipados com GPS, ou quem sabe ter acesso a tabelas de rotas, semelhante àquelas utilizadas por roteadores.

Uma tabela de rotas utiliza a mesma solução usada em mapas de entrega de mercadorias. Sempre que um nó necessita enviar dados para um outro nó de rede, é necessário saber para onde deve ser enviado. Se um dispositivo não puder conectar-se diretamente ao disposito de saída, então é necessário encontrar um modo de enviar o pacote de dados. Se um nó não sabe como enviar o pacote, então ele envia um pacote IP ao gateway daquela rede local. Devido a essa complexidade, um gateway necessita manter rastreado o modo como distribuir esses pacotes de dados. Para isto é utilizada uma tabela de rotas, semelhante aos mapas mentais utilizados pelos taxistas. É um banco de dados o qual mantém informação sobre diversos caminhos, como um mapa, e fornece esta informação ao nó solicitante.

Quem tem boca vai à Roma, mas pode demorar muito e você ainda corre o risco de passar diversas vezes pelo mesmo lugar. O roteamento de Belman-Ford, também conhecido como Ford-Fulkerson ou de vetor de distância (quantidade de saltos ou de estações) é um exemplo de que um de seus vizinhos pode estar mais perto de Roma do que você. Esse tipo de roteamento utiliza o protocolo RIP, já obsoleto. Cada vizinho possui com informações sobre a quantos saltos estão os seus vizinhos.

Ir de carro, da cidade do Rio de Janeiro à de São Paulo, pode ser mais rápido que ir de avião. Tudo depende das condições do tráfego e do clima, no momento da viagem. Essas condições podem mudar a qualquer momento e, portanto, você tem pouco tempo para tomar a melhor decisão. O roteador de vetor de enlace possui esse comportamento, ou seja, além incorporar o comportamento dos roteadores de vetor de distância, toma decisões baseadas em desempenho da rede. A distância entre origem e destino dos pacotes é medida em saltos e tempo-de-resposta. Este tipo de roteamento utilizado o protocolo OSPF e é ideal para rotear pacotes que necessitam trafegar por meios físicos de diferentes desempenhos.

Quando penso no modo como os roteadores funcionam, inevitavelmente, penso que os atuais aparelhos de telefonia celular deveriam ser equipados com esses protocolos de roteamento e encaminhamento de voz e de dados. Se esses aparelhos são capazes de ouvir as antenas das operadoras de telefonia móvel, então devem ser capazes de ouvir e repassar, gratuitamente, mensagens captadas de celulares vizinhos.